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Dinâmica da subutilização e seus aspectos sociodemográficos

Postado por

Paulo Peruchetti e Janaína Feijó

A pandemia da Covid-19 gerou uma série de efeitos adversos sobre o mercado de trabalho brasileiro. Mas, desde 2021 os sinais de recuperação do mercado de trabalho começaram a aparecer, tendo esta melhora sido observada sob diversas óticas, como por exemplo no aumento considerável do número de pessoas ocupadas, no aumento da renda e na forte geração de vagas formais.

Outro indicador bastante utilizado em análises de mercado de trabalho é a taxa de desemprego, que no auge da crise sanitária chegou a bater quase 15% e no primeiro trimestre de 2025 baixou para 7%, uma das menores já observadas ao longo da série histórica. A taxa de desemprego, no entanto, compreende apenas um grupo específico que é o de pessoas desocupadas, deixando de lado outras categorias importantes na análise de vulnerabilidade do mercado de trabalho. 

Neste estudo analisamos a dinâmica e o perfil sociodemográfico da subutilização no Brasil. Este indicador é mais amplo do que a taxa de desemprego pois compreende além dos desocupados, aqueles que estão subocupados por insuficiência de horas trabalhadas e a força de trabalho potencial. Em particular, este último grupo compreende pessoas que estão fora da força de trabalho, mas que possuem potencial para fazerem parte dela em algum momento e que é composto pelos desalentados e os indisponíveis para trabalhar.

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