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13 Jun 2025

Edição de junho de 2025

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Desde 2023, o FGV IBRE tem se dedicado a compreender os desafios socioeconômicos do Nordeste brasileiro, com a criação de um núcleo de pesquisa dedicado à região, sediado em Fortaleza (CE). Nesse período, o Centro de Estudos do Desenvolvimento do Nordeste desenvolveu pesquisas em temas como mercado de trabalho, desigualdade, finanças públicas, além de lançar um boletim mensal de análise macroeconômica. Este ano, o coordenador do núcleo, o economista Flávio Ataliba – que tem em seu currículo a atuação como secretário executivo da Secretaria de Planejamento do governo cearense e como diretor-geral do Instituto de Pesquisas e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece) – lançou um novo desafio: desenvolver um documento com contribuições sobre como a região pode impulsionar sua participação no PIB brasileiro, que há 70 anos se mantém em torno dos 14%. A ideia é que a Carta Nordeste, como foi batizada, seja entregue em 2026 a candidatos aos governos de estados nordestinos e a postos legislativos representando a região.

Em maio, o Centro deu início a esse projeto em um seminário no Recife (PE), reunindo economistas e pesquisadores de diversos estados e instituições, que debateram como corrigir déficits históricos e posicionar a região de forma competitiva frente às demandas que hoje guiam a economia global, da digitalização à transição energética, promovendo um desenvolvimento inclusivo que a tire do posto de mais pobre e desigual do país. Até o final do ano, diz Ataliba, serão promovidos novos eventos, em diferentes formatos, agregando mais contribuições para esse documento. Nesta edição, trouxemos um resumo desse primeiro encontro, do qual participaram mais de dez especialistas.

Também é destaque desta Conjuntura os rumos da política monetária em tempos de incerteza global, tema do XI Seminário Anual de Política Monetária do FGV IBRE e da conversa com Paulo Picchetti, diretor do Banco Central, nosso entrevistado do mês. As dúvidas do mercado às vésperas da última reunião do Copom deste semestre são ilustrativas do desafio. No campo externo, a economia americana continua em trajetória de pouso suave até novas definições da guerra tarifária, como analisa Samuel Pessôa na coluna Ponto de Vista. No doméstico, um quadro de menos pressão inflacionária em maio, de um lado, e as negociações entre Executivo e Legislativo por ajuste fiscal de outro alimentavam dúvidas no mercado financeiro sobre quais seriam as sinalizações do BC na última reunião do Copom do semestre. “Sob um contexto de incerteza, é preciso cautela e adaptabilidade”, como bem resume Picchetti na entrevista.

Boa leitura.

 

Solange Monteiro – solange.monteiro@fgv.br

 


Carta do IBRE –  Governos subnacionais se tornam protagonistas do impasse fiscal brasileiro

A despesa dos estados e municípios se tornou uma das principais fontes do desequilíbrio das contas públicas no Brasil, inclusive do ponto de vista do impulso fiscal, que frequentemente vai na contramão dos esforços da autoridade monetária para controlar a inflação. Esse fenômeno reflete uma mudança de organização política do país, com o maior empoderamento do Legislativo frente ao Executivo, e traz uma série de novos desafios de coordenação econômica, social e política.

Ponto de Vista – Ponto de Vista

A economia americana continua em sua trajetória de pouso suave, que era o cenário mais provável antes das turbulências geradas pelas políticas anunciadas no Dia da Liberação. A maior resiliência da atividade, com os sinais iniciais de que tem havido repasse tarifário, apesar de este ainda não deixar marcas muito visíveis nos índices oficiais de preços, indica que o Fed pode aguardar os fatos antes de retomar o ciclo de queda da taxa básica de juros. Novos cortes devem vir no final do ano.

Entrevista – “Sob um contexto de incerteza, é preciso cautela e adaptabilidade”

O alto nível de incerteza global, potencializado desde a posse do presidente Donald Trump nos EUA, tornou o trabalho dos banqueiros centrais mais complexo. Em conversa para a Conjuntura Econômica após o evento, da qual participou o jornalista Fernando Dantas, Paulo Picchetti, diretor da área internacional do BC, afirmou que a “incerteza

virou a grande candidata à palavra do ano”, descrevendo o sentimento

de economistas e banqueiros centrais em fóruns internacionais.

Política Monetária – BCs em tempos de incerteza

Calibrar a política monetária para navegar sob um cenário de riscos externos e domésticos foi o mote do evento, do qual participaram o presidente do BC, Gabriel Galípolo, o diretor do BC, Paulo Picchetti, e economistas convidados. 

Capa – Desenvolvimento regional

Em maio, o Centro de Estudos para o Desenvolvimento do Nordeste  do FGV IBRE inaugurou uma série de eventos que serão promovidos ao longo do ano para reunir ideias que servirão de base à elaboração de um documento chamado Carta Nordeste, com propostas de como impulsionar o desenvolvimento socioeconômico da região. O objetivo é, em 2026, encaminhar a Carta Nordeste a candidatos aos governos dos estados nordestinos, a cargos legislativos e autoridades. Saiba como foi o primeiro encontro.

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