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17 Abr 2026

Edição de abril de 2026

Clique aqui para ler a versão digital da Conjuntura Econômica.

Uma marca em movimento

Criada em 1947, a Conjuntura Econômica passou por várias transformações para acompanhar o debate macroeconômico do país. Desde a primeira edição mimeografada, foram diferentes fases que a consolidaram como referência para os interessados em seguir o fio da economia brasileira – entre os quais aqueles que sequer imaginam como era um mimeógrafo.

Nessas quase oito décadas de vida, a revista também viveu mudanças em seu formato: de boletim para revista e, como revista, com diversos projetos gráficos e editoriais que comportaram de iniciativas precursoras – como rankings posteriormente adotados por outras revistas e jornais econômicos – a especais temáticos, acompanhando as questões estruturais que desafiam o desenvolvimento socioeconômico do Brasil. Na pandemia, a forte digitalização que abarcou todos os aspectos da vida no globo também levou a Conjuntura a uma nova adaptação, abandonando o papel. A versão digital, que já existia, foi incrementada e acompanhada de um blog, respondendo à demanda por mais tempestividade na informação, característica de tempos de grande incerteza.

Nesta edição, abrimos um novo capítulo dessa história: o lançamento do Economia em 15. Desde o dia 18 de março, o podcast da Conjuntura Econômica é a nova porta de entrada para os conteúdos que abordamos com detalhes na revista. A cada quinzena, vamos debater temas da agenda nacional junto a pesquisadores do FGV IBRE, que ora participarão de nossa reportagem tratando de estudos e análises produzidos no Instituto, ora dividirão o papel de entrevistador de especialistas convidados.

Nem sempre falaremos de economia, mas sempre da economia presente nos vários aspectos da vida do brasileiro.

Este projeto foi construído a muitas mãos – ou melhor, competências. Da Diretoria de Comunicação e Marketing (Dicom) da FGV, contamos com a orientação para transitar por esse universo já tão popular entre os brasileiros. Especialmente, com a parceria de Eduardo Bittencourt, Isabella Gonzalez e Nícolas Queiros – este último, responsável por criar a identidade do Economia em 15 para o ouvinte. 

Na miríade de possibilidades que a digitalização permite, qualquer produto de comunicação que almeja ser bem-sucedido também precisa ser bem-comunicado. Da escolha do nome – vencida pelo produtor Marcelo Cylleno – à seleção da logomarca e do padrão visual de cada peça – sob o olhar cuidadoso de Isabella e Camilla Espíndola –, passando pelas redes sociais – com Yasmin Flores e Maria Fernanda Negreiros – e o portal, a cargo de Stephany Muzi, foram muitos momentos de troca entre toda a equipe. Fechando esta história, voltamos às páginas da Conjuntura, que pelas mãos do diretor de arte Marcelo Utrine gradualmente ganhará cara nova para marcar seu status de marca multiplataforma.

Contamos com sua companhia nesta nova jornada, no podcast e na revista. Boa leitura.

 

Solange Monteiro – solange.monteiro@fgv.br

 


Carta do IBRE –  Inflação de alimentos e mudança estrutural reduzem sensação de bem-estar no mercado de trabalho

Apesar da trajetória positiva dos indicadores do mercado de trabalho nos últimos anos, a percepção de bem-estar econômico da população brasileira não tem refletido esse bom momento. Pesquisadores do FGV IBRE apontam motivos que podem justificar esse descompasso, a partir da análise da composição do mercado de trabalho e da trajetória da inflação dos alimentos. 

Ponto de Vista – Nova estimativa histórica do PIB brasileiro: 1574 até 1920

Nesta coluna, Samuel Pessôa comenta estudo de Guilherme Lambais (Universidade Lusíada) e Nuno Palma (Universidade de Manchester) em que calculam a evolução do PIB per capita brasileiro de 1574 até 1920. O trabalho aponta que o PIB per capita brasileiro era muito elevado no final do século XVI até as primeiras décadas do século XVII. No ciclo do ouro, de 1720 a 1770, a queda do PIB per capita estanca, e a economia essencialmente anda de lado. Para os autores, essa falta de crescimento deve-se diretamente a uma economia escravista.

Entrevista – “Precisamos voltar com uma regra fiscal mais rígida”

Solange Srour, diretora de macroeconomia para o Brasil do UBS Global Wealth Management, defende que as turbulências do cenário externo ampliam a demanda por um ajuste fiscal no Brasil mais célere e crível que, em sua avaliação, o atual arcabouço de regras fiscais não é capaz de promover. “Precisamos não só estabilizar a dívida, mas fazê-la cair. Ficar satisfeito com uma dívida de 80% é não almejar o investment grade”, afirma.

Destaques – Blog do IBRE

Em março, diversos temas estiveram no foco de análise dos articulistas do Blog.

Capa – Segurança pública

Apesar de, no agregado, vários indicadores de criminalidade contra a vida e o patrimônio apresentarem tendência de queda no Brasil, a percepção de insegurança da população tem crescido e, no início deste ano eleitoral, está no topo das preocupações dos eleitores. Com base na análise de soluções para um dos casos mais complexos do Brasil – publicada no livro Um Renascer para o Estado do Rio de Janeiro – identificamos quais linhas de política pública devem ser priorizadas pelos governos estaduais e federal que tomarão posse em 2027. 

Artigos

Combustíveis no Brasil: as ineficiências de desafiar a lei da oferta e da demanda
Cristiane Alkmin Junqueira Schmidt

Brasil: a oportunidade de uma geração
Gabriel Barros

Padrões internacionais do gasto público e a posição do Brasil
Vilma da Conceição Pinto e Fernando Almeida Barbalho

O que o país exporta faz toda a diferença para o crescimento econômico
Nelson Marconi

Esgotamento, conflito e indigestão institucional
Murillo de Aragão

 


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