Voltar
18 Nov 2025

Edição de novembro de 2025

Clique aqui para ler a versão digital da Conjuntura Econômica.

Enquanto olhares do mundo estão voltados a Belém (PA), na expectativa de que a COP30 promova ricos intercâmbios e avanços significativos em termos de metas e financiamento para a descarbonização do planeta, nosso foco está ao lado: no Nordeste. Em outubro, o Centro de Estudos para o Desenvolvimento do Nordeste do FGV IBRE promoveu a segunda rodada de debates sobre como acelerar o desenvolvimento socioeconômico da região – que concentra 27% da população brasileira, mas não consegue avançar em sua participação no PIB do país, estacionada em históricos 14%. “A ideia é reunir contribuições em um documento que em 2026 será entregue a candidatos ao governo federal e dos estados nordestinos, bem como a cargos legislativos”, reforça Flavio Ataliba, coordenador desse núcleo de estudos.

Depois inaugurar o projeto Carta Nordeste no Recife (PE), em encontro que foi tema da Conjuntura de junho, foi a vez da etapa Salvador, marcada por dois webinares que somaram novos temas ao debate: política industrial, inovação, saneamento e mobilidade urbana. Tal como nessa missão maior refletida em Belém, as estratégias levantadas pelos pesquisadores visaram ao crescimento inclusivo e sustentável do ponto de vista econômico e ambiental.

A entrevista do mês traz um tempero internacionalista. Conversamos com Daniela Campello, pesquisadora da FGV Ebape, sobre como o cenário externo deverá influenciar as eleições de 2026. Ela também traça paralelos entre os desafios de Brasil e outros países latino-americanos diante do governo Trump e em temas como segurança.

Boa leitura.

Solange Monteiro – solange.monteiro@fgv.br

 


Carta do IBRE –  2027 não será um “Deus nos acuda” fiscal, mas diversos problemas permanecem no cenário à frente

Mesmo com a queda da MP 1.303 – que apertava as condições para fazer compensações tributárias e ampliava ou criava tributação sobre títulos e fundos isentos, bets, fintechs, e juros sobre capital próprio (JCP)  – em outubro, outras medidas apresentadas pelo governo devem permitir o cumprimento do limite de despesa do arcabouço fiscal até pelo menos 2028 e afastar o fantasma de shutdown em 2027, primeiro ano de um novo mandato presidencial. Mas ainda resta um longo caminho para resolver o problema das contas públicas.

Ponto de Vista – A piora recente do saldo de transações correntes

Nesta coluna, Samuel Pessôa e Iana Ferrão, do BTG Pactual, analisam a piora das transações correntes – um aumento de déficit de US$ 57 bilhões entre fevereiro de 2024 e setembro de 2025, para o valor acumulado em 12 meses. Eles mostram que esse resultado se deveu essencialmente ao maior aumento de importações de bens intermediários, reflexo de uma economia superaquecida, e que a desaceleração da atividade tende a reverter essa tendência.

Entrevista –  “Lula já aprendeu o que é uma crise de confiança em 2002”

Conversamos com Daniela Campello, pesquisadora associada da FGV Ebape, sobre a influência do cenário externo nas próximas eleições presidenciais. Campello avalia que a política de Trump tem contribuído para que Lula chegue a 2026 “relativamente mais competitivo”, e que a agenda da segurança será um dos temas sensíveis que seus opositores deverão priorizar. 

Fiscal – Brasil deve adotar limite para a dívida pública?

Projeto de resolução do Senado sobre regra que fixa limite para a dívida da União em até 80% do PIB abre divergências. Manoel Pires, coordenador do Centro de Política Fiscal do FGV IBRE, afirma que no contexto brasileiro esse limite pode trazer riscos tanto fiscais quanto para a política monetária. Entenda por quê.

Capa – Vitamina para o PIB

Em outubro, o Centro de Estudos para o Desenvolvimento do Nordeste do FGV IBRE promoveu uma nova rodada de debates sobre como acelerar o crescimento socioeconômico da região. Em dois webinares da etapa Salvador do projeto Carta Nordeste, pesquisadores do IBRE e especialistas convidados trataram de desenvolvimento produtivo,  inovação e desafios nas infraestruturas de saneamento e mobilidade urbana.

Artigos

O envelhecimento populacional e a taxa de desemprego
Bruno Ottoni

Já vimos esse filme anteriormente
Nelson Marconi

O que o Prêmio Nobel de Economia deste ano pode ensinar ao Brasil?
Mauricio Canêdo Pinheiro

Desenvolvimento econômico e exportação industrial
Marcello Averbug

Efeito Trump no comércio mundial e o caso do Brasil
Lia Baker Valls Pereira

Hidroelétricas reversíveis: uma velha solução para um novo problema
Marcelo Miterhof e Alexandre Siciliano

Planejamento, governança e resultado
Luiz Firmino e Paulo Canedo

A ascensão das debêntures no financiamento da infraestrutura
Alesi Teixeira Mendes


Clique aqui para ler a versão digital da Conjuntura Econômica.