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21 Jul 2026

Edição de julho de 2026

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Nesta edição, registramos o último capítulo de um ciclo de debates inédito promovido pelo Centro de Estudos para o Desenvolvimento do Nordeste do FGV IBRE. Desde junho de 2025, foram promovidos seis eventos que mobilizaram parte da inteligência acadêmica nordestina para pensar formas de impulsionar o desenvolvimento socioeconômico da região, cuja participação no PIB nacional está estancada há décadas em torno de 14%, e onde a desigualdade de renda ainda é marcante.

Das políticas sociais aos desafios de infraestrutura, da agenda de desenvolvimento produtivo às necessárias transformações para uma gestão pública que contribua para incrementar a produtividade na região, os encontros abarcaram um diverso leque de temas, cujas análises e recomendações serão consolidadas em um documento, a ser lançado no próximo mês. Da cobertura realizada pela Conjuntura, emerge a percepção de que a iniciativa chega em bom momento, em que se abre uma janela de oportunidades criada especialmente pela agenda da transição energética. Não é simples, mas é possível.

Nesta edição, também tratamos da agenda fiscal sob a perspectiva do coordenador do núcleo de estudos do IBRE nessa área, Manoel Pires. Como poderá conferir, Pires traz pontos de vista complementares, e fundamentais, quando se trata do tão falado ajuste – destacando temas que “vazam” do diagnóstico básico de muitas das análises sobre a sustentabilidade das contas públicas. Também trata do desafio de conciliar o financiamento de uma transição ecológica brasileira com equilíbrio fiscal.

Infraestrutura, mercado de trabalho, desigualdade e mudanças climáticas também estão na pauta, trazidos nas análises de nossos inspirados articulistas. Vale conferir.

Boa leitura.

Solange Monteiro – solange.monteiro@fgv.br

 


Carta do IBRE –  Dívidas e efeito modesto da isenção do IR afetam sensação de bem-estar do brasileiro

O mercado de trabalho brasileiro apresentou desempenho bastante positivo nos últimos anos, mas isso não foi acompanhado por melhora equivalente na percepção de bem-estar econômico. Pesquisadores do FGV IBRE dão continuidade a estudo sobre as causas desse descontentamento, analisando o peso do alto endividamento das famílias e da isenção de imposto de renda para rendimentos até R$ 5 mil. 

Ponto de Vista – Fragilidade institucional e diagnósticos equivocados

Nesta coluna, Silvia Matos aponta as crises fiscais recorrentes e a baixa produtividade como dois grandes desafios estruturais que limitam o potencial de crescimento sustentável do Brasil. A coordenadora do Boletim Macro do FGV IBRE lembra que não existem atalhos para o desenvolvimento econômico de um país: só com crescimento da produtividade, estabilidade macro e sustentabilidade é possível trilhar um caminho virtuoso. E isso, defende, “só é possível com boas políticas econômicas, que consigam alinhar os interesses individuais dos empresários, dos trabalhadores e dos políticos com os interesses coletivos.” 

Entrevista | Manoel Pires – “É importante colocar a redução dos juros em um pilar de importância maior, para buscar uma redução estrutural”

Nesta conversa, o coordenador do Centro de Política Fiscal e Orçamento Público (CPFO) do FGV IBRE alerta para os vazamentos que programas de ajuste fiscal desconsideram, como aqueles embutidos nos diferentes ritmos de evolução de gastos da União e dos estados e municípios. Pires também destaca a importância de se buscar uma redução estrutural dos juros, bem como formas de ampliar o investimento público combinando a agenda de transição ecológica com responsabilidade fiscal. 

Destaques – Blog do IBRE

Confira os principais temas abordados nas últimas semanas.

Capa – Carta Nordeste

Em 2025, o Centro de Estudos para o Desenvolvimento do Nordeste inaugurou um projeto inédito para o FGV IBRE: o de mobilizar parte da inteligência acadêmica nordestina para pensar formas de impulsionar o desenvolvimento socioeconômico da região, cuja participação no PIB nacional estancou-se em 14% há décadas. Nesta matéria, contamos como foram os três encontros que fecharam esse ciclo de debates para a produção do documento Carta Nordeste, com análises e recomendações de políticas.

 

Artigos

Fim da escala 6 x 1 pesaria mais sobre os pequenos e médios negócios
Bruno Ottoni

O IDHM 0,805 e a construção civilizatória
Marcelo Miterhof

Ainda sobre a maldição dos recursos naturais nos municípios brasileiros
Mauricio Canêdo Pinheiro

Títulos temáticos no financiamento da infraestrutura: promessa verde (e incerta)
Alesi Teixeira Mendes

Estado de alerta permanente
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