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Carta do IBRE –  Surpresa fiscal positiva já foi em boa parte consumida por novos gastos e desonerações

Os anos de 2021 e 2022 apresentaram resultados fiscais no Brasil que surpreenderam de forma fortemente positiva os analistas. O resultado primário do setor público consolidado, em 2021 e 2022, foi de, respectivamente, +0,7% e +1,1% (estimativa) do PIB – não se observava superávit primário em um biênio desde 2012/13. Já a despesa federal como proporção do PIB ficou em, respectivamente, 18,1% e 18,4%, chegando ao último ano do governo Bolsonaro abaixo do nível de 19,3% do PIB em 2018, logo antes de ele tomar posse (também fechando abaixo do pico histórico de 19,9% registrado em 2016). É preciso, no entanto, qualificar essa melhora das contas públicas, que derivou em parte expressiva de fatores positivos que não exatamente refletem a política fiscal corrente – embora seja inegável que a Reforma da Previdência aprovada em 2019 e a contenção real do salário mínimo nacional e nominal da folha dos servidores também contribuíram para a melhoria dos resultados fiscais.

Ponto de Vista –  Ano novo, governo novo

Lula inicia seu terceiro mandato. Com tantos anos à frente do Executivo nacional, deveria ser mais fácil desenharmos o que esperar de um governo petista. No entanto, a grande crise de 2014-2016 e o aprendizado que houve (ou não houve) dificultam o prognóstico.

Entrevistas   Inspiração comum

O pico alcançado pela produtividade brasileira no primeiro ano da pandemia pode ter impressionado os desavisados, mas não surpreendeu Fernando Veloso e a equipe de pesquisadores do Observatório da Produtividade Regis Bonelli do FGV IBRE, que já identificavam o efeito fugaz que a saída de trabalhadores informais do mercado provocaria nessa curva. Nem por isso Veloso deixa de lamentar a volta da tendência de queda de produtividade observada em 2019. O economista José Guilherme Reis defende a necessidade de se promover uma maior abertura comercial do país, sem a qual, afirma, os agentes econômicos não se esforçarão para ser mais competitivos, e não estimularão a produtividade brasileira. Reis também defende a necessidade de revisão das políticas de desenvolvimento produtivo vigentes, ressaltando a dificuldade, no Brasil, de se reformar ou eliminar medidas ineficazes. 

Capa | Perspectivas 2023 – Arrumar a casa

Além de divergir do trabalho da política monetária para domar a inflação, quitando sua efetividade, a opção por uma diretriz expansionista que busque bombar o PIB já em 2023 também traz o risco de prejudicar o potencial de crescimento do Brasil no longo prazo. Para diversos economistas, está claro que uma retomada sustentada da economia só acontecerá com a adoção de políticas que tenham como princípio a ampliação da produtividade, que há décadas cresce pouco no Brasil e cuja reação passa, entre outros, por uma macroeconomia equilibrada.

Homenagem a Regis Bonelli – Amor aos números e ao que eles representam

Regis Bonelli faleceu no dia 13 de dezembro de 2017. Pesquisador do FGV IBRE, deixou um vasto e importante legado, e uma enorme legião de amigos. Dedicou sua trajetória profissional a investigar as causas da baixa produtividade brasileira, apontando seu papel determinante para o crescimento econômico do país. No dia 16 de dezembro último, o FGV IBRE realizou um seminário em homenagem aos 5 anos da morte de Regis onde foram debatidos temas em que Regis se debruçou durante sua vida acadêmica, apontando caminhos e soluções para um país mais justo. Nesta edição, reproduzimos os principais pontos da homenagem a esse grande economista. 

 


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