Nesta edição – maio 2022

Carta do IBRE – Melhora fiscal é de curto prazo, e é preciso reorganização abrangente das finanças públicas

Manoel Pires, coordenador do Observatório de Política Fiscal do FGV IBRE, e Fábio Giambiagi, pesquisador associado do FGV IBRE, propõem um rearranjo no teto de gastos, já que “desde 2016, quando o teto foi introduzido, limitando o crescimento da despesa à taxa de inflação, houve efetivamente um controle do crescimento do gasto, mas com compressão dos dispêndios discricionários para patamares muito baixos. O teto acabou sendo formalmente alterado no ano passado para acomodar mais despesas”.

Ponto de Vista – O Brasil no longo prazo

A retomada da globalização após a II Guerra Mundial ocorreu em um primeiro momento com um mundo ainda relativamente fechado. Em particular, as empresas multinacionais investiam em economias emergentes com o objetivo de produzir para o mercado interno. Nosso modelo de crescimento fechado funcionou relativamente bem. A partir de meados dos anos 1990, o processo de globalização se acelerou. Cada vez mais os diversos ramos da indústria optaram por se integrar a alguma cadeia global de valor. Não conseguimos fazer esse movimento. Nos entrincheiramos com altas barreiras tarifárias e não tarifárias na produção doméstica para o mercado doméstico. Não tem funcionado.

Entrevista –  O desafio fiscal continua o mesmo

“Temos que ter medidas que restabeleçam a lógica do controle das despesas, que foi para o espaço com as Emendas 113 e 114 promulgadas no ano passado, derivadas da PEC dos Precatórios. Vale dizer que esse é o grande risco que se aventava como consequência de um resultado eleitoral de 2022. Mas, com um ano de antecedência, o atual governo fez isso: alterou a regra do teto de gastos retroativamente, e deu-se um calote de R$ 50 bilhões nos precatórios”, afirma Felipe Salto, que aos 35 anos assumiu no último dia 25 de abril a Secretaria de Fazenda do Estado de São Paulo.

Capa | Atividade – PIB brasileiro

Quando se observa a evolução da economia brasileira depois do choque provocado pela Covid-19, é possível identificar um movimento marcado por desigualdades no ritmo de recuperação das diversas atividades do setor produtivo e da demanda. Além disso, também há o efeito da pandemia no mosaico de realidades geográficas que conformam esse PIB brasileiro, no qual coexistem núcleos dinâmicos e lentos, seja dentro de regiões, de estados ou mesmo municípios, que marcam a nossa histórica desigualdade. 

Energia – Tecnologia e o setor de O&G no contexto da transição energética

No contexto da indústria de O&G, tecnologia e inovação são o caminho para um setor de energia com menor impacto ao meio ambiente, mais resiliente e menos emissor. Para tanto, a consolidação de uma economia de baixo carbono exigirá que as indústrias busquem, cada vez mais, aprimorar as inovações e transformações no meio como produzem e consomem a energia. 

 


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