Nesta edição – janeiro 2021

Carta do IBRE – É preciso enfrentar desafios social e fiscal neste início de ano

A recuperação desigual e desequilibrada traz o risco bastante real de que, nos primeiros meses de 2021, grandes contingentes da população permaneçam desempregados ou auferindo renda muito abaixo do habitual, e sem o anteparo do auxílio emergencial (que já foi reduzido à metade em setembro). Também acabam os programas de sustentação de emprego, como o BEm que, por meio dos recursos do seguro-desemprego, preservou postos de trabalho de empregados que deixaram de trabalhar ou passaram para a jornada parcial. Neste início de ano, a pandemia ainda deve estar presente e a vacinação nas suas etapas iniciais (na melhor das hipóteses), mas os trabalhadores informais terão que lutar pela sobrevivência numa economia que permanecerá travada em setores mais dependentes da normalização completa da circulação de pessoas. O risco de uma grave emergência social é visível.

Ponto de Vista – 2021: recuperação após sustentação em 2020

Se o Congresso não iniciar uma discussão mais séria do buraco fiscal – e o próximo momento de fazê-lo é na discussão da Lei Orçamentária Anual de 2021, que ocorrerá em fevereiro e março –, podemos fechar o ano com inflação entre 4% e 5%.

Entrevista – “Sem meta para o PIB, China investirá na qualidade do crescimento”

Marcos Caramuru, ex-embaixador do Brasil na Malásia e ex-cônsul geral em Xangai, observa que a pandemia trouxe um novo ponto de virada para os chineses. Sai a locomotiva que na crise de 2008 influenciou de forma decisiva o crescimento mundial, dando lugar a uma potência mais introspectiva, que enfrentará a percepção negativa do mundo alimentada durante a pandemia voltando-se a seu próprio quintal. “O governo chinês está olhando o mundo como menos favorável à China, e mais perigoso”, afirma. Para ele, o novo posicionamento chinês afetará as relações externas do país, e diz que o Brasil deve substituir as bravatas em sua política externa por ações que o aproxime tanto da China quanto dos Estados Unidos. “Sem organizar a casa e ter diálogo com os países latino-americanos, nossas credenciais para operar no exterior se reduzem consideravelmente.”

Macroeconomia – A armadilha fiscal do baixo crescimento

Nenhuma das propostas de reforma tributária que circulam no Congresso trata de remover a raiz do engessamento do orçamento e a crescente rigidez dos gastos públicos, mantendo o Brasil aprisionado numa armadilha fiscal do baixo crescimento.

Capa | Perspectivas – Um ano de definições

Viradas de ano em geral são marcadas pelo desejo de viradas de página. No ano que entrará para a história do planeta pelas perdas e privações de proporções imprevistas trazidas pela Covid-19, nada mais legítimo que a vontade de o deixar para trás e seguir uma nova rota. Parte dessa vontade, felizmente, poderá ser gradualmente pavimentada com o avanço da ciência no desenvolvimento e fabricação de vacinas. Outra parte dependerá da disposição de governos e sociedades em construir rotas possíveis que reintegrem a fração da atividade mais fortemente impactada pelo choque sanitário, bem como a população que perdeu emprego e renda. 

 

 

 


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