Nesta edição – fevereiro 2021

Carta do IBRE – Recessão e retomada de 2020 invertem padrão de ciclos econômicos do passado

Quando se analisam os setores do PIB pela ótica da oferta, após 7 meses do início da atual recessão, a indústria de transformação registrava um ganho equivalente a 122% do total de perdas. O comércio, outro setor de destaque, avançava 112% na mesma base de comparação. O que contrasta com o ocorrido, sempre na mesma comparação, com indústria e comércio na mediana das nove recessões anteriores, com recuperação de, respectivamente, 22% e 16% das perdas. Já os serviços, que 7 meses após o início da recessão de 2020 haviam recuperado 84% das perdas iniciais, registraram na mediana das nove recessões anteriores um avanço de 128%, também no sétimo mês após o início. 

Ponto de Vista – Economia americana em 2020: bem melhor que a encomenda

Um ponto importante para um cenário mais otimista de atividade nos Estados Unidos em 2021 é haver uma maioria do presidente Joe Biden nas duas Casas do Congresso. Na Câmara, há uma maioria mais sólida. No Senado, porém, a maioria é mínima: dos 100 senadores – dois para cada um dos 50 estados, sendo que o Distrito Federal não tem representação –, 48 são democratas e dois são independentes e votam normalmente com os democratas. Cinquenta são republicanos. O que decide é o voto de Minerva da vice-presidente Kamala Harris, de acordo com a regra legislativa norte-americana. Maioria no Senado de apenas um voto, portanto.

Entrevista – “Perdemos a chance de mostrar para a população que educação é atividade essencial”

A experiência de um ano letivo praticamente inteiro longe das salas de aula deverá cobrar uma conta alta para a educação pública brasileira. Claudia Costin, diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da FGV (FGV Ceipe), que foi crítica da decisão de se manter as escolas fechadas por tanto tempo, considera que o impacto para os alunos será dramático, especialmente entre os jovens que desanimarem de retomar os estudos. “Em tempo de quarta revolução industrial, não ter sequer o ensino médio completo trará uma preparação facilmente substituível por inteligência artificial”, afirma. 

Macroeconomia – Nova (in)seguridade social

Os pilares dos atuais sistemas tributários estão abalados e, no caso da tributação da folha, constituem o risco mais grave para o Brasil, seja porque aplicam alíquotas muito mais altas, seja porque são dos que mais dependem da contribuição previdenciária. Já é certo que, com o tempo, a automação destruirá cada vez mais postos de trabalho, não havendo sinais de quantos e quais novos postos criará e destruirá. Hoje, na área tecnológica, de trabalhos mais qualificados, já há um grande contingente de pessoas trabalhando fora da CLT, sem um único empregador. 

Capa | Atividade econômica – Conta mais cara

A evolução dos casos de Covid-19 no país, somada ao lento avanço da vacinação e ao fim dos auxílios governamentais, aponta que o setor de serviços, o mais impactado pelas medidas de contenção à Covid-19, ainda sofrerá grandes dificuldades para se restabelecer em 2021. Entre as associações representativas dos segmentos mais afetados, as demandas por ajuda se aquecem, prometendo um início de atividades legislativas mais desafiador que o já previsto, com tarefas como a votação do orçamento e o debate da volta do auxílio emergencial. 

 

 

 


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